Nestes tempos de liberdade democrática, uma inquestionável conquista do Século XX português, e dê-se ou não a devida importância aos “valores de Abril”, certo é que o 25 de Abril foi, e é, uma inovação democrática e uma inquestionável conquista deste povo tido como brando e acomodado. Estranho é que o mesmo povo que levou a cabo a contenda de 25 de Abril de 1974, esteja absorto a visionar o triste espectáculo político e social que, por ora, perdura na sociedade portuguesa.

Sabemos, de antemão, que o Pós-Modernismo e as novas tendências sociais indicam o completo alheamento da política. Haverá nisto culpa da classe política, dos seus tristes actores, não todos, e dos seus insonsos manipuladores? Evidentemente que sim. E nós, a plebe, ficaremos calmamente no sofá, nas inúmeras plataformas tecnológicas de que dispomos a ver a caravana passar? Não podemos esquecer que “eles” fazem e aplicam as leis que nos regulam a nós, a branda plebe. A instrumentalização das nossas mentes só existe porque nós o permitimos, não o esqueçamos.

Refiro todo este palavreado apenas com um só e único objectivo: as gerações que nos antecederam, pais e avós, penaram de sobra para que a malta pudesse usufruir de certas e determinadas liberdades. Nunca esqueçamos isso. Há quem nos queira fazer “delete” dessa matéria, mas nunca é demais lembrá-lo: de quem é o Carvalhal?! É nosso!

A modernidade está implícita na liberdade e, como tal, a utilização de novas tecnologias de informação e comunicação também está associada, como uma lapa, à modernidade.

Isto de ser livre de opinião é moderno? Claro que é. Desde 25 de Abril de 1974. A quem o devemos? A muita gente e a gente nenhuma. Devemo-lo ao povo português, essa gente que torce, torce, mas não quebra. Nunca quebrou. Quebrará agora? Não me parece. Sinceramente, não me parece.

De Abril a Maio vai que distância? Apenas os clássicos 7 dias de festividades sindicais e partidárias? Somente umas manif’s na Avenida da Liberdade e uns comícios de ocasião?

Não esqueçam nunca que este “brando e pacato povo”, ainda no século XX, assassinou um rei e 1 presidente da república, deitou abaixo um regime com 48 anos de vigência e exporta anualmente dezenas, centenas de mentes brilhantes que fazem furor, praticamente, em todas as áreas.

No meu caso, nasci, exactamente, 9 meses depois da revolução de Abril. Sou um “produto” da alvorada desse novo país que os meus pais quiserem ver nascer. E, digo-vos, gostava de vê-lo nascer novamente, o meu país.

Com cara lavada e modernamente feliz.

Bem-hajam e Viva a Liberdade!

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João Resende

O João começou a escrever estas estranhas coisas na altura da escola primária, só que nos caídos em desuso cadernos de duas linhas, tal não era a beleza da sua canhota caligrafia. Ainda pensa em adquirir a sua ilha no Pacífico, para tal desiderato pensa ganhar, um dia destes, o Euromilhões ou assaltar quem o tenha feito ou então tornar-se empresário de futebolistas em fase de formação e fazer meia dúzia de milhões e reformar-se. Hobbies: Cerveja, Home Cinema, Sporting e, claro, as suas 3 princesas que lhe orientam o Norte, o Sul e tudo o resto...

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